JANTAR ARISTOCRÁTICO FRANCO-ITALIANO: 04 DE OUTUBRO

Iluminura monte St. Michel
ENTRADAS

crémant de bourgogne de boas vindas
salada de frutas para Henri IV (1606) – proposta pelo médico do maior rei da França, no seu livro Pourtaict de la Sainté– Retrato da Saúde – como entrada digestiva para qualquer refeição.
pão da Aline com manteiga maître d’hôtel, azeite-azeitonado & patê francês de aves com frutas

PRIMEIRO PRATO
vitello tonnato
com saladas verdes
(preparação que combina vitela com maionese de atum e que fez grande sucesso nos anos 1960-70 na Itália, na esteira do esplendor da indústria pesqueira de Palermo que descobrira como enlatar o atum do Mediterrâneo)

SEGUNDO PRATO
polpettone (en aumônière),

cocção pochê em fundo de ave (recolhida em fins dos anos 1980) – servida no banquete de casamento da princesa de Monale no palácio de seus ancestrais, em Asti (Itália), ao…
molho de pimenta verde
(escoltado por)

mique royale

(pão camponês francês feito à moda muito antiga – talvez remonte à idade média – , depois de cozido em fundo aromatizado é fatiado e frigido na manteiga feita em casa)

ENTREMET
roulade de queijos em leito de algas
(o casamento tempestuoso e perfeito entre o campo e o mar)

SOBREMESA
mesa de sobremesas do San Miguel:

charlotte de coco com maracujá ,
pudim de laranja (da minha mãe Dinah), e
pannacotta de iogurte com compota de frutas secas

 

valor por conviva: R$ 230,00
no Mesa o conviva traz sua bebida de preferência, não paga rolha nem
qualquer outra taxa. servimos água filtrada de qualidade.

CONTATO E RESERVAS SOMENTE POR: sanmiguelmesa@outlook.com

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MAS, ORA, VENHA COMUNGAR EM TRIPAS NO MESA DE SAN MIGUEL !

tripas com panela tripas de cima

logo
Clássico francês no Mesa de San Miguel: Tripes à mode de Caen

Quem gosta de mocotó sabe como é difícil encontrar um bem feito. Há quem não o consuma fora de casa ou só em lugares já consagrados. Pois na França não é diferente. Só que lá não tem mocotó. O prato em questão tem um nome que assusta aos incautos: Tripes de Caen.

Caen (se pronuncia cã) é uma cidade da Baixa Normandia, terra onde se produzem excelentes Calvados e cidras (bebidas derivadas da maçã). E dali vem a receita à moda antiga que o Mesa de San Miguel reproduz no sábado, dia 26. Uma oportunidade rara de realizar uma verdadeira vivência francesa sem igual por aqui. Saia da rotina de comer sempre os mesmos pratos. Desafie-se e venha conhecer novos sabores, novas pessoas em um ambiente de convivência civilizada de alto nível.

A semelhança das Tripes de Caen com o mocotó se dá pelo ingrediente principal: o mondongo.  E fica por aí. Não vão feijões nem batatas. As carnes são cozidas com cebolas e cenouras completamente afogadas no vinho branco, já que por aqui boas cidras são muito difíceis de achar e um bom Calvados é absurdamente caro quando se encontra. Os ingredientes são colocados em uma panela de barro e a tampa é selada com uma mistura de farinha e cinzas. Fica ali no forno por cerca de sete horas, cozinhando, absorvendo os temperos.

Menu da noite de 26 de julho

Recepção: brindes com espumante Cave Geisse mais a digestiva salada de frutas para Henri IV

Entrada: pães da Aline e manteiga maître d’hôtel
Primeiro prato: sopa clássica de cebolas
Estrela da noite: tripas à moda de Caen com mique royale (antigo pão camponês cozido em fundo aromatizado)
Mesa de sobremesas: pudim de laranja da Dinah (mãe do anfitrião), savarin ao rum com uvas carameladas e chantilly, pannacotta de iogurte com compota de frutas secas.

No antirrestaurante Mesa de San Miguel cada convidado pode levar seu vinho ou bebida de sua preferência. A casa oferece todo o serviço de mesa, incluindo água, sem nenhuma taxa adicional. As reservas são feitas exclusivamente pelo e-mail sanmiguelmesa@outloook.com e depois de confirmado o pagamento da reserva, são passados o endereço e os dados de como chegar. Antes disso, o endereço é mantido em segredo, como se faz em qualquer antirrestaurante do mundo. O valor para esta noite tem o preço único de R$ 190 por conviva.

Em 1971, Robert Courtine, escitor francês, crítico e editor de gastronomia, afirmava:

A Paris, les bonnes tripes sont rares. C’est peut-être qu’elles exigent, en dehors même de la qualité, une ambiance. On ne mange pas des tripes n’importe où, n’importe comment, et encore moins avec n’importe qui. Il faut d’abord que le – ou la – ou les partenaires communient en tripes avec vous. Il faut le temps et l’appétit. Un certain confort que je dirais intellectuel, aussi.”

Em Paris, as boas tripas são raras. Talvez porque elas exijam, além mesmo da sua qualidade, um ambiente. Não se comem tripas em qualquer lugar, de qualquer jeito, e menos ainda com qualquer pessoa. É preciso antes de tudo que o – ou a – ou os companheiros comunguem em tripas com você. É preciso tempo e apetite. Um certo conforto que chamarei também de intelectual.”

Venha comungar no Mesa de San Miguel!

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Assessoria: Nexo Comunicação (51) 9196.0249 / 3061.1323 – Jornalista responsável: Rejane Martins

VENHA JANTAR O CASSOULET DOS CASSOULETS: DIA 12 DE JULHO

mesa savarin color linda pra missivas

 < savarin ao rum com uvas, îles flottantes e salada de frutas do Senegal (segundo Chef Mamadou); segundo plano

com pães da Aline,manteiga maître d’hôtel e queijo fresco especiado; ao fundo: fogo amigo >

 

CASSOULET DOS CASSOULETS !

Jantar no Mesa de San Miguel

12 de julho, sábado, 20h30min

Os apreciadores da culinária francesa sabem o valor de um cassoulet. Elaborada com carnes, linguiças e feijões brancos, a receita original vem da França, evoluindo desde a Idade Média.

Pesquisador incansável e gourmet insaciável, o professor Luiz Roberto Targa, anfitrião do antirrestaurante, não se acanha em afirmar que o cassoulet dos cassoulets é mesmo o do antirrestaurante Mesa de San Miguel! Quem quiser descobrir a razão pode conferir no sábado, dia 12 de julho e comprovar com seus próprios olhos e boca!
Reservas exclusivamente pelo e-mail: sanmiguelmesa@outlook.com

A receita do antirrestaurante é resultado do cruzamento de duas fontes preciosas. De um lado, as divinas manhas da cozinheira Josepha Soska Bonnamain, que comandava o restaurante Sans Souci em Porto Alegre, transmitidas por sua neta Aline Bonnamain, de outro, as próprias experiências de Targa depois de muito comer, gostar e perguntar, nos anos que viveu em Paris.

Assim, o Cassoulet dos Cassoulets terá linguiças caseiras (fait maison). Elas são elaboradas ali mesmo por Targa e Aline. O prato leva linguiças e magret (peito de pato) defumado com casca de laranja e mel, de cordeiro com gengibre e de carne de porco com alho. Claro que com feijões brancos, óbvio que com gordura de pato e vinho branco de qualidade, temperos, carnes variadas e muita paixão.

Desta vez, o menu é curto, como deve ser para que se possa desfrutar o cassoulet. Assim, o festim será aberto com uma entrada muito leve de pães com manteiga maître d`hôtel e encerrado com uma salada de frutas do Senegal, das mais digestivas e picantes, acompanhada da pannacotta de iogurte.

Quer conferir? Escreva para sanmiguelmesa@outlook.com, obtenha os dados para fazer o depósito, confirme e receba as coordenadas de como chegar ao local, que fica a caminho da zona sul de Porto Alegre.

Custo por pessoa: R$ 190. Leve seu vinho ou bebida de sua preferência.

Saiba mais sobre o cassoulet

O número de receitas de cassoulet é infinito. No entanto, a santíssima trindade é produzida em três cidades do sul da França (no “grande” Languedoc). O pai dos cassoulets é feito em Castelnaudry, o filho em Carcassonne e o espírito-santo em Toulouse. O primeiro leva barriga de porco, “charque de ganso” e uma linguiça de puro porco (não muito gorda); o segundo também leva a barriga de porco, mas com ganso confitado, um pouco de carne de porco, um pernil de ovelha e, na estação de caça, perdizes; o terceiro, também tem a barriga de porco, carne de porco, uma bela linguiça de Toulouse e muito ganso confitado. Mas essa preparação imemorial não nasceu aí, muito provavelmente originou-se em um prato da vizinha Andaluzia, em um ragu de carneiro com favas. Quando os feijões (brancos) americanos aportaram na região, eles suplantaram as favas na confecção do cassoulet.

E a origem do nome? Tudo indica que vem de cassole (o prato de barro onde é tradcionalmente preparado o cassoulet), unido à Issel, vila vizinha de Castelnaudry que fabricava as ditas cassoles: cassole d’Issel, cassoulet. Ainda em 1870, todas as cassoles de Castelnaudry vinham de Issel. Assim, o recipiente parece ter dado nome à preparação.

VOCÊ SABIA QUE …
o Mesa de San Miguel recebe grupos a partir de oito pessoas (até 14) para almoços ou jantares? Os encontros podem ser agendados para qualquer dia da semana e existem oito menus prévios à escolha. Eles estão disponíveis neste blog. Empresas, confrarias, grupos de amigos, familiares… Junte sua turma e venha para o antirrestaurante Mesa de San Miguel.

(texto original de Rejane Martins com interferências quase irrelevantes mas não comprometedoras)